Viver é sofrer.
A Nobre Verdade do Sofrimento é esta: nascer é sofrer, envelhecer é sofrer, adoecer é sofrer, a morte é sofrer; pesares e lamentações, dor, preocupação e desespero são sofrimento; associação ao desagradável é sofrimento, dissociação do prazer é sofrimento; não se ter o que se quer é sofrimento…
Como todos, ao nascer, respirei o ar comum. Como todos, caí numa Terra de sofrimento. Como todos, a primeira coisa que fiz foi chorar.
Atirar-te-ão pedras e elas ferir-te-ão. A vida não é um negócio fácil. É um longo caminho em que estás mergulhado: e não podes evitar os passos em falso, os golpes e quedas, e de sentires cansaço e de abertamente desejares – mentindo a ti mesmo – a morte.
Num lugar dirás adeus ao teu companheiro, a seguir enterrarás outro, e todas as vezes terás medo. Este é o tipo de coisas com que te defrontarás ao longo de toda a difícil caminhada que é a vida.
E no entanto, há sempre o outro lado... À nossa maneira, e dentro dos limites que a realidade e o acaso nos concedem, temos também a capacidade de negar o sofrimento. Dentro de nós vive uma teimosa força instintiva, expressa em sonhos, em optimismo, em vontade de viver e de ser feliz.
Mas há obviamente outras vias de negar o sofrimento, ou de o minimizar. A fé, por exemplo… A crença em Deus tem sido um bálsamo e uma fonte de conforto humano. «Alegrarmo-nos de Ti, em Ti e por Ti: isso é a felicidade. E não há outra», considerou Santo Agostinho, referindo-se a Deus.
E há também, obviamente, a amizade («A amizade redobra as alegrias e corta os males em metades», diz Francis Bacon), e o amor («Apenas a alma que ama é feliz», diz Goethe).
São algumas das vias – talvez as mais importantes - de se chegar ao que pode ser a maior das nossas vitórias – a vitória, ainda que transitória e nunca definitiva sobre o sofrimento e a crueldade do mundo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
NOVOS E VELHOS
A idade altera a forma como se sente a vida. A juventude envolve sonhos e ilusões, optimismos e uma intensidade de sentimentos que os mais velhos não têm…
A passagem da juventude, à maturidade e à velhice, envolve experiências, verdades, reflexões novas, que alteram os nossos valores e a forma como vemos e sentimos a vida.
Nenhum jovem acredita realmente que alguma vez venha a morrer.
Recordo-me da minha juventude e do sentimento que nunca me abandonará - o sentimento de que eu podia durar para sempre, e ultrapassar todos os mares, e toda a Terra, e todos os homens; o enganador sentimento que nos chama às alegrias, aos perigos, ao amor, ao esforço vão - a morte; a triunfante convicção de força, o calor da vida na mão cheia de pó, a chama do coração que depois se esbate a cada ano, tornando-se fria, diminuindo para finalmente expirar - expirar demasiado depressa, demasiado depressa - antes da própria vida.
Há sempre um momento da juventude em que a porta se abre e o futuro irrompe.
A vida já está a meio quando começamos a perceber o que ela é.
Cada idade possui as suas verdades, as suas experiências, os seus segredos.
É muito frequente associar-se a juventude aos dias felizes, e a velhice a dias mais difíceis, ou à infelicidade que ronda as nossas existências.
Há, no entanto, opiniões contrárias, ou mais matizadas sobre a felicidade e a sua interligação à questão da idade. A juventude pode não ser uma fase da vida tão feliz como tantas vezes se diz, nem a velhice tão impregnada de juízos de medo e pejada de juízos sobre a falta de sentido da vida.
Por outro lado, a nossa felicidade ou infelicidade passa por valores, pela nossa sabedoria, expressa na forma como encaramos e controlamos a vida, e os nossos pensamentos e sentimentos. A felicidade depende, nesta perspectiva, daquilo que se passa nas nossas mentes.
Os antigos filósofos estóicos costumavam defender isso mesmo. Cícero refere-o, no seu ensaio sobre a velhice (De Senectude): «A idade, quando honrosa, tem uma autoridade que vale mais do que os prazeres da juventude».
E a assim ser, o nosso fim não tem que ser necessariamente tão negro quanto o apresentado por Shakespeare na sua comédia Como Quiserem. «A derradeira cena, término da memorável história da vida, é a segunda infância, a do puro esquecimento, a da falta de dentes, de visão, de paladar, rumo ao nada.»
A passagem da juventude, à maturidade e à velhice, envolve experiências, verdades, reflexões novas, que alteram os nossos valores e a forma como vemos e sentimos a vida.
Nenhum jovem acredita realmente que alguma vez venha a morrer.
Recordo-me da minha juventude e do sentimento que nunca me abandonará - o sentimento de que eu podia durar para sempre, e ultrapassar todos os mares, e toda a Terra, e todos os homens; o enganador sentimento que nos chama às alegrias, aos perigos, ao amor, ao esforço vão - a morte; a triunfante convicção de força, o calor da vida na mão cheia de pó, a chama do coração que depois se esbate a cada ano, tornando-se fria, diminuindo para finalmente expirar - expirar demasiado depressa, demasiado depressa - antes da própria vida.
Há sempre um momento da juventude em que a porta se abre e o futuro irrompe.
A vida já está a meio quando começamos a perceber o que ela é.
Cada idade possui as suas verdades, as suas experiências, os seus segredos.
É muito frequente associar-se a juventude aos dias felizes, e a velhice a dias mais difíceis, ou à infelicidade que ronda as nossas existências.
Há, no entanto, opiniões contrárias, ou mais matizadas sobre a felicidade e a sua interligação à questão da idade. A juventude pode não ser uma fase da vida tão feliz como tantas vezes se diz, nem a velhice tão impregnada de juízos de medo e pejada de juízos sobre a falta de sentido da vida.
Por outro lado, a nossa felicidade ou infelicidade passa por valores, pela nossa sabedoria, expressa na forma como encaramos e controlamos a vida, e os nossos pensamentos e sentimentos. A felicidade depende, nesta perspectiva, daquilo que se passa nas nossas mentes.
Os antigos filósofos estóicos costumavam defender isso mesmo. Cícero refere-o, no seu ensaio sobre a velhice (De Senectude): «A idade, quando honrosa, tem uma autoridade que vale mais do que os prazeres da juventude».
E a assim ser, o nosso fim não tem que ser necessariamente tão negro quanto o apresentado por Shakespeare na sua comédia Como Quiserem. «A derradeira cena, término da memorável história da vida, é a segunda infância, a do puro esquecimento, a da falta de dentes, de visão, de paladar, rumo ao nada.»
A felicidade como fé no divino
Sem Deus, o conhecimento da miséria humana é desesperante.
Quando te procuro, meu Deus, estou à procura da felicidade. Procurar-te-ei para que a minha alma viva, porque o meu corpo vive da minha alma, e a minha alma vive de ti.
Longe de mim, longe do coração do teu servo, Senhor, que a ti se confessa, a ideia de encontrar a felicidade não importa em que alegria!
A felicidade é uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas àqueles que te servem por puro amor: tu és essa alegria! Alegrarmo-nos de ti, em ti e por ti: isso é a felicidade. E não há outra.
S. Agostinho, 354-430, teólogo e filósofo do cristianismo, Confissões
Quando te procuro, meu Deus, estou à procura da felicidade. Procurar-te-ei para que a minha alma viva, porque o meu corpo vive da minha alma, e a minha alma vive de ti.
Longe de mim, longe do coração do teu servo, Senhor, que a ti se confessa, a ideia de encontrar a felicidade não importa em que alegria!
A felicidade é uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas àqueles que te servem por puro amor: tu és essa alegria! Alegrarmo-nos de ti, em ti e por ti: isso é a felicidade. E não há outra.
S. Agostinho, 354-430, teólogo e filósofo do cristianismo, Confissões
terça-feira, 2 de novembro de 2010
REFLITE OS PENSAMENTOS

As feridas do coração são alimentadas pela inveja, pelo rancor, pelo julgamento e pela atitude crítica. Em geral, o que publicamente criticamos nos outros acabamos fazendo também. A vida é sábia. Jesus ensinou, com uma clareza estupenda, que devemos fazer aos outros aquilo que desejamos para nós. Logo, não devemos fazer para ninguém o que não queremos para nós mesmos.
Buscar as coisas do Alto. Não podemos ter medo de sonhar com grandes ideais. Triste de quem se acomoda e se apequena com reduzidos propósitos. A vida é feita de grandes projetos. O ser humano é chamado para grandes ideais. Os grandes sonhos nos dão força para superarmos os pequenos e grandes obstáculos.
Estar aberto ao novo ajuda a saborear a alegria da vida. A capacidade de sorrir é um lindo sinal da presença de Deus e um excelente caminho para a cura interior. O riso faz bem à saúde. Achar motivos para sorrir é um caminho seguro de cura e restauração.
A preocupação é uma das coisas mais inquietantes na vida humana. Aliás, a preocupação chega a ser um vício, um jeito de viver erradamente. Quem se altera pelas pequenas coisas acaba sendo dominado por esse vício e vive na angústia. A serenidade para enfrentar os grandes problemas é conseqüência do modo como enfrentamos os pequenos fracassos.
Nunca se faça de vítima dos acontecimentos. É preciso ser tolerante consigo mesmo e com os outros, para não viver aborrecido por coisas insignificantes. É terrível quando a pessoa vive remoendo críticas. Um caminho seguro para aprender com as derrotas é assumir seus atos, corrigir os erros e não cair no abismo da justificativa barata.
O passado precisa ser assimilado, nunca ignorado. Os erros cometidos, por nós e pelos outros, são ensinamentos fabulosos quando nos dispomos a aprender o que eles têm a nos ensinar. Quem não aprende com os erros cometidos acaba sendo vítima de si mesmo. Na vida só existe uma lei: ou a gente aprende ou aprende.
Além das idéias é preciso aprender a expressar os sentimentos. Somos o que pensamos e o que sentimos. Infelizmente, aprendemos a esconder os sentimentos atrás da máscara da boa vizinhança. Não adianta. Chegará um momento em que inconscientemente acabaremos revelando o que somos e o que desejamos. Poderá ser tarde demais. O estrago feito é irremediável. Enquanto é tempo, manifeste o que sente.
Buscar as coisas do Alto. Não podemos ter medo de sonhar com grandes ideais. Triste de quem se acomoda e se apequena com reduzidos propósitos. A vida é feita de grandes projetos. O ser humano é chamado para grandes ideais. Os grandes sonhos nos dão força para superarmos os pequenos e grandes obstáculos.
Estar aberto ao novo ajuda a saborear a alegria da vida. A capacidade de sorrir é um lindo sinal da presença de Deus e um excelente caminho para a cura interior. O riso faz bem à saúde. Achar motivos para sorrir é um caminho seguro de cura e restauração.
A preocupação é uma das coisas mais inquietantes na vida humana. Aliás, a preocupação chega a ser um vício, um jeito de viver erradamente. Quem se altera pelas pequenas coisas acaba sendo dominado por esse vício e vive na angústia. A serenidade para enfrentar os grandes problemas é conseqüência do modo como enfrentamos os pequenos fracassos.
Nunca se faça de vítima dos acontecimentos. É preciso ser tolerante consigo mesmo e com os outros, para não viver aborrecido por coisas insignificantes. É terrível quando a pessoa vive remoendo críticas. Um caminho seguro para aprender com as derrotas é assumir seus atos, corrigir os erros e não cair no abismo da justificativa barata.
O passado precisa ser assimilado, nunca ignorado. Os erros cometidos, por nós e pelos outros, são ensinamentos fabulosos quando nos dispomos a aprender o que eles têm a nos ensinar. Quem não aprende com os erros cometidos acaba sendo vítima de si mesmo. Na vida só existe uma lei: ou a gente aprende ou aprende.
Além das idéias é preciso aprender a expressar os sentimentos. Somos o que pensamos e o que sentimos. Infelizmente, aprendemos a esconder os sentimentos atrás da máscara da boa vizinhança. Não adianta. Chegará um momento em que inconscientemente acabaremos revelando o que somos e o que desejamos. Poderá ser tarde demais. O estrago feito é irremediável. Enquanto é tempo, manifeste o que sente.

A Morte não é nada
"A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,apenas estou do outro lado do Caminho.
Você que aí ficou,siga em frente,
a vida continua,linda e bela
como sempre foi."
(Santo Agostinho)Saudades Sim Tristeza Não
VIDA
"A vida é um canto que devemos cantar.
É uma aventura que se tem que enfrentar.
A vida é uma vida que deve ser salva."
(Madre Tereza de Calcutá)
É uma aventura que se tem que enfrentar.
A vida é uma vida que deve ser salva."
(Madre Tereza de Calcutá)
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